Mais de 38 mil contribuintes do Grande ABC caem na malha fina da Receita Federal em 2026
A Receita Federal registrou 38.250 declarações do Imposto de Renda Pessoa Física (IRPF) 2026 retidas em malha fiscal nos sete municípios do Grande ABC. O número representa cerca de 4,3% das 890.783 declarações efetivamente entregues na região até o fim do prazo, que tinha expectativa de receber 918.348 declarações neste ano.
Entre as cidades da região, Santo André lidera em número absoluto de declarações retidas, com 12.468 contribuintes na malha fina, o equivalente a 4,4% das 281.019 declarações enviadas. Em seguida aparecem São Bernardo do Campo, com 11.925 declarações retidas (4,3% de 277.803 entregues), Mauá, com 4.167 casos (3,9% de 106.670), Diadema, com 4.083 (3,9% de 104.761), São Caetano do Sul, com 3.960 (4,9% de 80.080), Ribeirão Pires, com 1.268 (4% de 31.567), e Rio Grande da Serra, com 379 declarações retidas (4,3% de 8.883 enviadas).
Especialista em tributação e contabilidade e sócio do Grupo MCR Contabilidade e Auditoria, Mafrys Gomes explica que, embora a retenção na malha fina possa causar preocupação aos contribuintes, na maioria dos casos ela ocorre por inconsistências ou divergências nas informações prestadas à Receita Federal.
“É importante que o contribuinte tenha atenção ao preencher a declaração, principalmente em relação aos informes de rendimento, despesas médicas, dados de dependentes e demais informações que precisam estar em conformidade com os dados informados por outras fontes à Receita. Muitas vezes, pequenos erros de digitação ou a falta de um comprovante adequado podem levar a declaração à malha fiscal”, afirma.
Segundo o especialista, os contribuintes que identificarem algum equívoco podem realizar a retificação da declaração, desde que não haja procedimento de fiscalização em andamento. “O mais importante é não ignorar a situação. O acompanhamento pelo sistema da Receita Federal permite identificar a pendência e buscar a regularização o quanto antes, evitando transtornos futuros”, orienta Mafrys Gomes.
A Receita Federal ressalta que estar na malha fina não significa necessariamente que o contribuinte cometeu uma irregularidade. O procedimento funciona como uma análise mais detalhada das informações declaradas e pode ser resolvido mediante a correção de dados ou apresentação de documentos que comprovem os valores informados.

