Grande ABC registra 1.238 empresas no Simples Nacional no início de janeiro de 2026

No início de janeiro de 2026, a região do Grande ABC registrou 9.922 pedidos de opção pelo Simples Nacional. Desse total, 1.238 solicitações foram deferidas até o momento, o que significa que essas empresas conseguiram efetivamente ingressar no regime tributário simplificado, de acordo com dados da Receita Federal.

Os números indicam um movimento expressivo de micro e pequenas empresas da região em busca de um modelo de tributação menos burocrático. Apesar do volume elevado de solicitações, uma parcela significativa dos pedidos ainda segue em análise pelos órgãos fiscais, o que é comum neste período do ano.

Santo André lidera o ranking regional, com 3.171 pedidos de opção, dos quais 376 já foram deferidos até agora. O município concentra o maior número absoluto de empresas que conseguiram ingressar no Simples Nacional no início de 2026.

Na sequência aparece São Bernardo do Campo, que contabilizou 2.969 pedidos, com 335 deferimentos até o momento, refletindo o peso do município no cenário econômico do Grande ABC.

Em Diadema, foram registrados 1.257 pedidos, sendo 178 deferidos. São Caetano do Sul somou 1.150 solicitações, com 137 empresas efetivamente incluídas no regime até agora. Já Mauá apresentou 1.001 pedidos de opção, dos quais 146 foram aceitos.

Ribeirão Pires teve 314 pedidos, com 54 deferimentos registrados até o momento. Em Rio Grande da Serra, foram contabilizadas 60 solicitações, sendo 12 deferidas, os menores números da região.

Para o especialista em tributação Rodolfo Lancha, sócio do Grupo MCR Contabilidade e Auditoria, o Simples Nacional segue sendo um instrumento importante para a sustentabilidade dos pequenos negócios. “O Simples Nacional é fundamental para micro e pequenas empresas porque reduz a burocracia e facilita o cumprimento das obrigações tributárias. Mesmo com muitos pedidos ainda em análise, o regime ajuda o empresário a manter a empresa organizada e com mais previsibilidade financeira”, afirma.

Lancha também explica que a entrada no Simples não representa a criação de novas empresas, mas sim uma mudança na forma de tributação. “Quando falamos em pedido de opção, estamos tratando de empresas que já existiam e que estavam enquadradas em outros regimes. Ao entrar no Simples, elas passam a recolher seus tributos de forma unificada, o que simplifica a gestão e melhora o planejamento tributário”, completa.

Vale destacar que as empresas que solicitam a opção pelo Simples Nacional já estão formalmente constituídas e em atividade, e a adesão ao regime representa apenas uma alteração no enquadramento tributário. Os dados ainda são parciais e podem ser atualizados ao longo do mês, conforme a análise dos pedidos avança.