Nirvana contribui no tratamento de pacientes com transtornos do neurodesenvolvimento e em reabilitação em São Caetano
Uma tecnologia inovadora, única na rede pública de Saúde do ABC, tem contribuído no tratamento de pacientes de São Caetano do Sul com transtornos do neurodesenvolvimento (como TEA e TDAH) e em reabilitação. É o Nirvana, ferramenta de realidade virtual imersiva, disponível no recém-inaugurado Cuidar (Complexo Unificado de Inclusão, Desenvolvimento, Apoio e Reabilitação) Jorge Martins Salgado, no Bairro Santa Maria.
Focado em gamificação, o Nirvana oferece diversos benefícios, auxiliando no equilíbrio, destreza, coordenação motora, comunicação e estimulação visual. O dispositivo utiliza estímulos neurossensoriais e adapta o nível de dificuldade dos exercícios em tempo real, permitindo total liberdade de movimentos sem que o paciente precise de óculos de realidade virtual ou sensores no corpo.
“O Nirvana trabalha funções cognitivas e motoras, rastreio visual, propriocepção e muitas outras. É uma ferramenta completa, que atua como se fosse uma terapia multiprofissional. E tem uma aceitação muito grande, tanto por adultos quanto por crianças, já que a interação é muito lúdica, diretamente com o ambiente projetado”, afirmou o psicólogo Rodrigo Martins de Castro, do Cuidar.
O sistema também possibilita a personalização dos exercícios e o acompanhamento contínuo da evolução clínica, promovendo maior engajamento, autonomia e aceleração do processo terapêutico.
“Tive um acidente de moto e minha escápula trincou. Estou fazendo acompanhamento e minha condição já evoluiu bastante. Essa inovação é bastante válida, estimula a amplitude dos movimentos. Então para mim é excelente”, aprovou Carlos Alberto Parizotto, de 62 anos, que no Nirvana fez exercícios que ‘desvendaram’ paisagens e figuras na parede projetada.
Quem também elogiou o Nirvana foi Marjorie Beserra, de 45 anos, que levou a filha, Mariana, de 4, ao Cuidar. “Fiz uma cirurgia no punho e gostei muito dessa experiencia. Foi muito legal para o fortalecimento. A gente amou.” A atividade da mãe consistiu em montar um grande quebra-cabeça, ‘arrastando’ as peças com as mãos na parede. Já a filha ‘estourou’ os balões que surgiram no ambiente projetado.

