Consórcio ABC dá início aos Planos Municipais de Redução de Riscos em três cidades da região
O Consórcio Intermunicipal Grande ABC deu início, na sexta-feira (6/2), aos trabalhos para a elaboração dos Planos Municipais de Redução de Riscos (PMRR) nos municípios de Diadema, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra. A reunião de partida marcou a entrega da Ordem de Início ao Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT), responsável pela execução dos estudos, com financiamento do Fundo Estadual de Recursos Hídricos (Fehidro).
A agenda reuniu representantes das Defesas Civis municipais, técnicos das áreas de meio ambiente e gestão de riscos, equipe do Consórcio ABC e especialistas do IPT. Os trabalhos terão prazo de execução de 24 meses e serão desenvolvidos de forma simultânea nos três municípios, com foco na identificação, no mapeamento e na atualização das áreas de risco.
Durante a reunião, o IPT apresentou a metodologia que será adotada, que inclui o uso de drones para mapeamento detalhado, vistorias de campo e a revisão de estudos anteriores realizados entre 2012 e 2013, além do mapeamento mais recente, de 2020. Os novos planos ampliam o escopo de análise, passando a contemplar também riscos relacionados a inundações, além de deslizamentos.
Os estudos vão propor medidas estruturais, como intervenções e obras em áreas classificadas com maior grau de risco, e medidas não estruturais, incluindo recomendações para a revisão de códigos de obras, planos diretores e outros instrumentos de planejamento urbano, quando necessário. Ao final do processo, está prevista a realização de capacitações técnicas, envolvendo diferentes secretarias municipais e lideranças comunitárias das áreas mapeadas.
A iniciativa integra a estratégia regional do Consórcio ABC de fortalecimento da gestão de riscos e da adaptação às mudanças climáticas, tema tratado de forma integrada pela entidade nos últimos anos. Os Planos Municipais de Redução de Riscos são instrumentos fundamentais para o planejamento urbano, a prevenção de desastres e a proteção da população, contribuindo para cidades mais seguras e resilientes no Grande ABC. Santo André e Mauá já executam projeto com objeto semelhante.

