Santo André encerra Operação Chuvas de Verão com redução de ocorrências e foco em ações educativas
Santo André encerrou mais um período de chuvas de verão e pelo segundo ano consecutivo a cidade registra queda no número de ocorrências, além de finalizar a etapa sem vítimas graves ou fatais, apesar de chuvas acima da média.
Ao longo do Plano Operação Chuvas de Verão (POCV), que vigorou entre novembro do ano passado e abril deste ano, a Defesa Civil também manteve foco nas ações educativas e de sensibilização, informando e capacitando servidores públicos, moradores e outros interessados em temas para fortalecer a resiliência do município e a compreensão dos alertas climáticos.
Em todo o POCV 2025/2026, foram registradas 1.454 ocorrências e atendimentos, uma redução de 8,3% no comparativo com o período anterior. Entre as situações com maior incidência de atuação das equipes municipais estão ocorrências relacionadas a vistorias em árvores (representando 57,9% do total de chamados), seguido por vistorias em edificações, com 15,75%.
Casos de alagamentos aparecem em menor escala no balanço final, com 86 chamados. Durante a vigência do plano de contingência, embora observado que alguns locais da cidade apresentaram enchentes ou pontos de alagamento, as águas não demoraram a escoar, o que demonstra a boa capacidade do município em voltar à normalidade após fortes precipitações ou outros eventos extremos.
"O encerramento de mais uma Operação Chuvas de Verão com queda no número de ocorrências e, principalmente, sem vítimas fatais, é reflexo de um planejamento sério que une infraestrutura e prevenção. Santo André avança ao tratar a gestão de riscos não apenas como uma resposta a emergências, mas como um cuidado contínuo com a zeladoria e a segurança de cada cidadão”, destaca o prefeito Gilvan Ferreira.
As equipes do Departamento de Manutenção e Operação do Semasa (Serviço Municipal de Saneamento Ambiental de Santo André) realizaram a limpeza de mais de 8 mil bocas de lobo, o que é muito importante para garantir fluidez das águas pluviais. Entre novembro e abril, também foram removidas 1.426 toneladas de resíduos de córregos, canaletas e outros dispositivos de drenagem urbana.
Como novidade para a etapa de ações que antecedem o POCV 2026/2027, Santo André lançou o programa Água Limpa, Córrego Vivo, que foca em serviços de despoluição, desassoreamento e limpeza dos cursos d’água do município para minimizar os efeitos de possíveis transbordamentos.
Além disso, no próximo período de enfrentamento às chuvas de verão, as obras de construção de mais sete microrreservatórios às margens do Córrego Guarará, na Vila Pires, e de modernização da Estação Elevatória de Águas Pluviais, na Vila América, estarão em operação, o que é muito importante para reduzir a ocorrência de transbordamento do canal.
Também está prevista a instalação de 561 bocas de lobo inteligentes, equipamentos que possuem cestos com sensores para alertar quando os dispositivos estão com grande quantidade de resíduos, podendo ocasionar a obstrução do escoamento da água pluvial.
“Estamos investindo cada vez mais em tecnologia, monitoramento e Soluções Baseadas na Natureza para que Santo André se consolide como uma cidade sustentável e resiliente, se preparando para lidar com eventos agravados pela mudança do clima e, principalmente, se recuperar de forma segura e rápida”, explica o secretário de Meio Ambiente e Mudanças Climáticas, Edinilson Ferreira.
Índice de chuvas - O volume pluviométrico do período foi levemente acima da média histórica, sendo que os maiores índices registrados em Santo André se concentraram em bairros da Macrozona de Proteção Ambiental (MPA), especialmente o Parque Andreense e a Vila de Paranapiacaba.
Em janeiro, por exemplo, o índice pluviométrico médio nessas regiões foi de 401,5 mm, quando a média para o mês é de 259,45 mm. Em fevereiro, os pluviômetros marcaram média de 319,9 mm de chuva na MPA, contra 149,2 mm nas áreas urbanas. A média esperada para aquele mês era de 182,73 mm.
Considerando o volume mais alto de chuvas nas áreas de mananciais, o bairro com maior número de atendimentos ao longo do POCV 2025/2026 foi o Parque Rio Grande, que faz divisa com e Rio Grande da Serra. Entre novembro e abril, as maiores precipitações registradas pela Defesa Civil ocorreram cinco vezes (novembro, dezembro, janeiro, fevereiro e março) em bairros da Macrozona de Proteção Ambiental e apenas uma vez, em abril, em um bairro da área urbana.
Sensibilização e comunicação - O POCV 2025/2026 apresentou como uma novidade a segunda temporada do programa Minuto Chuvas de Verão. A série de vídeos, veiculada nas redes sociais do Semasa, apresenta os agentes da Defesa Civil respondendo as principais dúvidas dos munícipes sobre a prevenção de riscos. A iniciativa, realizada em parceria entre a Defesa Civil e a Coordenadoria de Comunicação Social da autarquia, é um importante material de comunicação pública voltado à resiliência e à gestão de riscos ambientais. Também foram produzidos 96 alertas climáticos e materiais informativos, compartilhando conhecimento sobre assuntos de interesse público, como o El Niño, dengue e outros.
As ações educativas e de capacitação envolveram quase 900 pessoas entre profissionais, estudantes, população, crianças e integrantes dos Nupdecs (Núcleos Comunitários de Proteção e Defesa Civil), ampliando a rede de informação, que garante uma Santo André cada vez mais preparada e adaptada para as emergências climáticas.
Rede Cidadã de Monitoramento - De forma pioneira, o período do POCV foi marcado pelo monitoramento climático comunitário. Trata-se do projeto Rede Cidadã de Monitoramento, que atua com a participação ativa da população.
Munícipes interessados recebem pluviômetros e termômetros, que são instalados em suas residências, e de forma on-line, fazem o envio das informações coletadas para o banco de dados climático, mantido pelo Departamento de Proteção e Defesa Civil de Santo André. Há 25 pontos de coleta já implantados e em funcionamento e as informações estão disponíveis no portal da Defesa Civil (https://portais.santoandre.sp.gov.br/defesacivil/).

