Sistema moderno de atendimento reduz em 67% o tempo de permanência no HU de São Bernardo
Funcionando como um pronto-socorro de portas abertas desde 1º janeiro de 2025, primeira medida adotada pela Prefeitura sob a gestão do prefeito Marcelo Lima, o Hospital de Urgência (HU) de São Bernardo precisou organizar os fluxos diante do aumento da demanda de pacientes. Com a implementação do sistema Fast Track no final de 2025, para atendimento de casos leves (classificação azul e verde), foi observada queda de 67% no tempo de permanência dos pacientes na unidade hospitalar.
Nesse fluxo, o paciente é avaliado pelo médico e, quando necessário, recebe a medicação no próprio consultório, reduzindo etapas do atendimento e permitindo que as equipes do pronto-socorro concentrem seus esforços nos casos de maior gravidade. Os pacientes atendidos pelo Fast Track permanecem, em média, duas horas na unidade, desde o momento da recepção até a avaliação médica, a medicação e liberação.
Segundo o diretor do Hospital de Urgência, Dr. Roger Holanda, a implementação do Fast Track foi essencial para que o hospital absorvesse o aumento da demanda sem comprometer a assistência. "Quando o Hospital de Urgência passou a funcionar de portas abertas, sabíamos que haveria um aumento importante da procura. O desafio era absorver esse crescimento sem perder agilidade no atendimento", relatou. "O Fast Track permitiu direcionar os pacientes com menor gravidade para um fluxo mais ágil, sem comprometer os atendimentos dos casos mais complexos."
Entre janeiro e junho deste ano, o Fast Track respondeu por 11.482 atendimentos de um total de 115.685 registros de urgência e emergência realizados na unidade, cerca de 10% do total. Somente em junho, foram 2.269 pacientes atendidos, com tempo médio de 53 minutos entre a abertura da ficha e a avaliação médica. No mesmo período, 92,5% dos pacientes foram atendidos dentro do tempo preconizado pelo Protocolo de Manchester, sistema utilizado para classificar a gravidade dos casos e definir a prioridade do atendimento.
MAIS CONFORTO - O diretor explicou que outro diferencial do Fast Track é a administração da medicação no próprio consultório médico, logo após a avaliação clínica. "A medida elimina deslocamentos para salas de medicação, agiliza o início do tratamento e proporciona mais conforto ao paciente", detalhou.
A efetividade do modelo também é demonstrada pela taxa de conversão para internação de 0%, indicando que os pacientes encaminhados para esse fluxo apresentam perfil adequado para resolução do atendimento no próprio pronto-socorro. Com isso, evita-se a ocupação desnecessária de leitos e mantém-se a estrutura hospitalar disponível para os casos que realmente necessitam de internação.
"Os resultados mostram que o Fast Track tem contribuído para reduzir o tempo de permanência dos pacientes e tornar o atendimento mais eficiente, permitindo que o Hospital de Urgência acompanhe o aumento da demanda sem comprometer a qualidade da assistência", finalizou Dr. Roger Holanda.

